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domingo, 23 de março de 2014

Geração de energia no país bate recorde pelo segundo dia seguido.

O globo publicou a matéria abaixo sobre o recorde de geração de energia no país, comprovando mais uma vez que o governo do PT está preparado para qualquer tipo de intempérie. 


RIO - Na última sexta-feira, dia 10, pelo segundo dia consecutivo foi batido o recorde histórico de geração de energia elétrica no País, que está sendo puxado pelas altas temperaturas das últimas semanas. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na sexta a geração total de energia foi de 70.421 megawatts (MW) médios, superando a geração do dia anterior que foi de 70.143 MW médios.

Na sexta também, como o GLOBO antecipou, foi batido o recorde de pico de consumo de energia. Nesse dia, o pico máximo de consumo chegou a 79.962 MW às 14h39m, superando o recorde anterior de 79.924 MW de 4 de dezembro de 2013.

O presidente do ONS, Hermes Chipp, garantiu que o atendimento ao mercado está plenamente garantido, apesar dos recordes de geração e de consumo de energia dos últimos dias. Chipp descartou, inclusive, a necessidade no curto prazo, de aumento da geração de energia térmica. Da geração total da última sexta, 10.024MW foram de geração das usinas térmicas, 14,2% da geração total.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Quando não há argumentos, inventam-se muitos!

Por Francisco Costa no facebook

A nova moda na direita e entre os comentaristas da Grobio é alardear apagões, racionamento de energia elétrica, bug no sistema energético nacional... Repetindo na rede o apagão moral que sempre existiu no cérebro deles.
Vamos colocar as coisas no devido lugar?
1) Excetuando a região norte (Amazônia), passamos pela maior estiagem dos últimos quarenta anos, com meses sem chuvas continuadas e fortes;
2) Como a nossa matriz energética é a partir da água (hidrelétricas), claro que isso iria se refletir na produção de energia;
3) As chuvas repentinas e rápidas, de verão, não adiantam em nada: parte da água é imediatamente absorvida pela biomassa (fauna e flora) sedenta; parte infiltra-se no solo ressequido, ficando retida, e parte evapora-se logo no dia seguinte, quando volta o solzão. Para que a água escorra para os reservatórios é necessário que a biomassa, o solo e os lençóis freáticos estejam saturados, encharcados, o que exige chuvas continuadas, por dias, fortes ou não (interessante é que explico isso para os meus meninos e meninas do ensino fundamental e os telecotuais da Grobio fingem que não sabem, jogando a bomba no colo do governo);
4) Mesmo com a escassez de água, a maior dos últimos quarenta anos, repito, temos ainda reservas que, somadas à energia produzida pelas termoelétricas, dão para bancar mais um mês e meio da demanda. O verão está terminando e não é possível que não venham chuvas;
5) Como a energia produzida nas termoeléticas (diesel, carvão mineral, carvão vegetal ou lenha) é bem mais cara, a falta de caráter dos comentaristas se divide: metade diz que as produtoras e distribuidoras de energia vão falir, e a outra metade, que o povo está pagando, través de subvenções;
6) Não irão falir nem o povo está pagando, subvencionando. O governo federal está cobrindo a diferença de preços, POR EMPRÉSTIMO. Assim que os reservatórios subam e as concessionárias voltem a mamar lucros astronômicos, pagarão;
7) Em ato falho, os apóstolos do apocalipse nacional, dizem que a demanda por energia elétrica cresceu 73% nos últimos dez anos, o maior crescimento do setor, no mundo. E aí pergunto: o brasileiro passou a dormir com as lâmpadas acesas ou é reflexo de um vigoroso crescimento econômico, com mais fábricas, mais lojas, mais residências, mais uso de eletrodomésticos? Até quando dá porrada a direita é obrigada a reconhecer;
8) Reclamam que não estão sendo tomadas medidas para garantir o suprimento pelo aumento da demanda. Várias usinas estão sendo construídas, mas há que se considerar que:
a) São obras gigantescas, com a necessidade de mudanças de cursos de rios e que exigem muito tempo de trabalho, pelo volume de trabalho mesmo e gasto de material, quase sempre trazido de longe, já que as usinas não ficam em centros urbanos (Itaipu consumiu concreto e ferro suficientes para a construção de 210 Maracanãs);
b) A oposição e seus coxinhas amestrados atrasam propositalmente as obras, entrando com medidas cautelares, na Justiça, paralisando obras, por questões trabalhistas ou ambientais, para, politicamente, retardarem os trabalhos;
9) Breve lerei na Veja ou ouvirei na Grobio: “quando Fernando Henrique Cardoso separou as águas do Mar Vermelho, para Moisés passar...” ou “quando a militância petista começou a gritar Barrabás, Barrabás, Barrabás...”
10) Vão ralar os rabos nas pedras e deixem de ser idiotas. É muita energia mental gasta para o engodo, o embuste, a empulhação, o lepo lepo da política.
Francisco Costa
Rio, 11/03/2014.

quinta-feira, 6 de março de 2014

"Marcha da familia - O retorno" ou "O último suspiro da Direita golpista antes da morte"

Artigo originalmente publicado no Blog Jornalismo Wando

Como já contei em outra oportunidade, 2014 será o ano em que os diabólicos comunistas darão o golpe final na democracia brasileira. Até os juízes do STF, até pouco tempo considerados heróis da nação, hoje já são considerados grandes golpistas vermelhos traidores da pátria.
Mesmo cercada por todos os lados, a tradicional família brasileira dá sinais de que não se entregará facilmente. Com negros, gays, índios, sem-terra, rolezeiros e toda uma gente diferenciada aninhada no governo, já estava mais do que na hora do gigante se levantar novamente contra o perigo socialista. Com todos os institutos de pesquisas aparelhados e urnas eletrônicas fraudadas pelos companheiros hackers, algo precisava ser feito antes das eleições. Foi aí então que a Família Brasileira resolveu reviver 64 e ressuscitar a histórica Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que abriu caminho para o regime militar.
Pra quem não sabe, Jango era um populista de esquerda como Dilma e Lula. Em um comício na Guanabara, junto de Brizola, anunciou a reforma agrária e outras reformas de base - o que soou como um verdadeiro manifesto comunista aos ouvidos conservadores. Foi quando a grande imprensa, os partidos de direita e grupos religiosos se uniram pra despertar o gigante e fazê-lo impedir o avanço comunista. Tempos gloriosos da nação.

Os militares, atendendo ao pedido das famílias de bem, implantaram o regime militar e iniciaram uma nova era de ordem e progresso no país.
O cenário atual é bastante semelhante. Durante os últimos 12 anos de governos esquerdistas, o Brasil vem sendo maquiavelicamente preparado para receber o golpe. O que não acontecerá, pois a família está unida novamente e promete contra-atacar. Vejamos alguns trechos do anúncio de convocação da segunda edição da Marcha:
"Faremos uma Marcha pacífica e apartidária contra tudo o que o comunismo e a cultura da morte tem desenvolvido e tem tentado em nosso país para destruir os valores da vida e da família"
"Partidos de esquerda e comunistas querem a implantação impostora do Aborto, da eutanásia, das drogas"
"exigiremos a criação do Ministério da Família e o seu respeito dentro da sociedade e mostrar nossa rejeição a todos os comunistas e esquerdistas a todas as formas de leis que impõe uma ditadura homossexual em cima de nós"
"E por fim marcharemos contra toda ditadura comunista querendo ser imposta hoje pelo PT e com o apoio da Mídia Ninja, do PC do B entre outros Partidos que querem promover um Golpe Comunista previsto para esse ano de 2014"
"Direitistas que clamam por Intervenção Militar e Monarquistas serão todos bem vindos pela Defesa da Família com Deus, pela Defesa da Vida, da Liberdade e da Democracia e todos juntos contra o Comunismo."
Reaças, monarquistas, héteros, cristãos, enfim, todo bom brasileiro será bem vindo à Marcha do Bem. O único requisito é ser pessoa de família, cultivar bons valores e desejar a volta da ditadura militar. Perceba como a dicotomia família x comunismo permanece viva no coração conservador. Meio século depois, ainda travamos a luta do bem contra o mal no Brasil.

Cristina Peviani, uma famosa ativista pró-família do Facebook, também explicou como será a Marcha em vídeo de convocação:
"Vamos fazer que nem em junho. É a nossa hora. Vamos comemorar os 50 anos da Revolução, uma data bonita, histórica. Vamos mostrar que o gigante não dormiu. (...)
Pra que vai servir essa Marcha, gente? Pra gente estar demonstrando o descontentamento da Família Brasileira. Nós estamos sendo agredidos e usurpados!"
A semelhança dos discursos é tão grande que nem parece que 5 décadas os separam. A título de comparação, vejamos alguns trechos de uma convocação da Marcha de 64, escrita gentilmente pelo jornal O Globo:
"Na Marcha da Família o carioca expressará o seu repúdio ao comunismo. As entidades que promovem a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade instituíram volantes dizendo que o movimento é de caráter cívico-religioso, destinado a reafirmar os sentimentos do povo brasileiro, sua fidelidade aos ideais democráticos e seu propósito de prestigiar o regime, a Constituição e o Congresso. Manifestando frontal repúdio ao comunismo ateu e antinacional.
Fazem apelos aos participantes da marcha que cantem apenas durante o desfile hinos patrióticos ou religiosos evitando quaisquer alusões a pessoas, grupos ou agremiações partidárias."
Muita religiosidade, amor no coração, apreço pela democracia, patriotismo e, claro, apartidarismo - elementos sempre presentes e fundamentais na luta contra a esquerda governista em qualquer tempo.
Há quem considere tudo uma grande paranóia. Que temos um governo democraticamente eleito, com eleições limpas e atestadas pelos candidatos derrotados. Que a separação dos Poderes permanece intacta, que não há nenhuma grave crise econômica e que caminhamos para uma direção exatamente oposta ao comunismo. Mas não é assim que parte dos militares pensam. No site da revista "Sociedade Militar", o General de Brigada, Paulo Chagas, "convoca toda a sociedade esclarecida para ostentar publicamente sua posição":
"A debacle da Suprema Corte, desmoralizada por arranjos tortuosos que transformaram criminosos em vítimas da própria justiça, compromete a crença dos brasileiros nas instituições republicanas e se soma às muitas razões que fazem com que, com frequência e veemência cada vez maior, os Generais sejam instados a intervir na vida nacional para dar outro rumo ao movimento que, cristalinamente, está comprometendo o futuro do Brasil.
Os militares em reserva se têm somados aos civis que enxergam em uma atitude das Forças Armadas a tábua da salvação para a Pátria ameaçada, quando não são eles próprios os alvos do clamor daqueles que já identificam nas imagens dramáticas da capital venezuelana a cor fúnebre do nosso destino"
É assim que se inicia o artigo do General. Interrompi apenas pra lembrar-lhes de que foi escrito esse mês, e não em 64. Voltemos para outros trechos importantes:
As pessoas de bem, informadas, estão com medo do futuro, acuadas até para reagir e para manifestarem-se pacificamente. Não basta, portanto, pedir uma atitude dos militares, é preciso que os civis esclarecidos e convencidos do perigo ostentem massivamente suas posições e opiniões e que contribuam para magnetizar a agulha que definirá o novo rumo a ser tomado.
As “Marchas da Família com Deus Pela Liberdade”, programadas para o mês que inicia, são um bom começo para esta soma de esforços e para reafirmar o que, há cinquenta anos, fez com que o Brasil fosse visto e admirado como a “Nação que salvou a si própria”!
A nação que salvou a si própria tinha um governo apoiado pela imensa maioria de sua população, e que se mostrava favoritíssimo para a reeleição em 65, o que não quer dizer muita coisa quando não se está em sintonia com militares e civis mais esclarecidos. Hoje, as coisas se encaminham para o mesmo perigoso cenário. Com a iminente reeleição dos esquerdistas e a consequente consolidação do regime totalitário, só mesmo Deus para iluminar nossa Marcha e ajudar a nos livrar desse mal.
E para não dizer que não falei das flores, encerro esse artigo com o vibrante Hino Oficial da Marcha da Família - 2ª edição, composto pelo Capelão Ricardo Ribeiro:



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lula: “Por que o Brasil é o país das oportunidades”

Leiam abaixo o artigo na íntegra. Uma leitura que certamente vai engrandecer o debate sobre o país:

Por que o Brasil é o país das oportunidades

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.
Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.
Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.
Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.
Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?
A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.
A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.
Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.
O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?
O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.
Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?
Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?
Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.
E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?
O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.
O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?
Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.
O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?
A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Fazemos coro ao editorial do Globo.

Longe de apoiar o conglomerado jornalístico de extrema direita que durante tanto tempo enganou e manipulou o povo brasileiro, apoiou a ditadura militar, foi contra diversos direitos dos cidadãos brasileiros, mas concordo plenamente com o editorial (leia aqui)do jornal O Globo deste domingo.

Não se pode achar justificáveis os atos dos Black Blocks, como o que levou a morte o cinegrafista da TV bandeirantes, Santiago Andrade, assim como não podemos deixar de criticar os atos dos policiais mal preparados do nosso país, como o que deixaram cego de um olho o fotógrafo Sérgio Silva (leia aqui) ou pior, dos maus (com u mesmo) policiais que mutilaram  o jovem Fabrício Proteus em um protesto em SP ( Fabrício teve um dos testículos removido por causa dos ferimentos a bala causados pelos policiais - leia aqui).

Concordo que o terrível assassinato de Santiago era uma tragédia anunciada e infelizmente não serviu de exemplo. Ontem (22/02) houve novo protesto em SP contra os gastos da Copa e mais uma vez o que se viu foram os Black Blocks em atos de barbárie e policiais agindo com truculência excessiva numa tentativa de conter as manifestações, o que é um direito de todos nós.

Crédito: Brasil 247

O que todos os Black Blocks parecem não entender e que grade parte da culpa de não termos saúde, educação, distribuição de renda e termos tanta corrupção, nossos governantes utilizarem mal o dinheiro público é NOSSA! Mesmo os mais politizados não se dão ao trabalho de ir as seções da Câmara de Vereadores da sua cidade, não nos preocupamos em fiscalizar os que nossos vereadores estão fazendo em prol da nossa própria comunidade quando sequer lembramos em quem votamos na última eleição. Os cidadãos do nosso bairro não se unem para irem até a porta da prefeitura reivindicar que as ruas da cidade sejam limpas e que seja feito saneamento básico.

Crédito: Agência Brasil

E o problema maior não é falta de dinheiro, mas a má utilização dele pelas esferas municipais e estaduais. Graças a política econômica dos governos Lula e Dilma durante os 10 anos que o PT está a frente do país, temos reservas de dinheiro suficiente para resolver os problemas básicos das nossas cidades. No entanto a corrupção ao nível municipal e estadual é alarmante. Pra se ter uma ideia, segundo estudo do sítio Transparência Brasil (baixe aqui), o custo médio anual para que as três esferas de poder (Federal, estadual e municipal) funcionem custa para moradores das capitais R$115,27 ao ano. Este valor deveria ser muito menor não fosse os desvios descarados de dinheiro.

Muito mais importante que as manifestações violentas será a grande manifestação que teremos que fazer em Outubro deste ano e em 2016, onde o brasileiro terá, de verdade, a chance de mostrar que está insatisfeito com a forma como as coisas estão sendo conduzidas. Neste tempo sim, o eleitor deverá mostrar que adquiriu nova consciência política não mais votando nos "coronéis" legislativos, deputados estaduais e federais que estão a anos recebendo as custas do altíssimo imposto pago por nós e que não produzem em prol da população que o elegeu.

Fica a pergunta: O que eu estou fazendo para contribuir com o fim do mau uso de dinheiro público na minha Cidade/Estado/País?

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O "rolezinho do secretário fantasma do CNJ" com dinheiro público.


Fábio Cesar dos Santos Oliveira (à dir.) foi indicado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça em novembro de 2012; mas desde agosto do ano passado cursa uma especialização de um ano na Columbia University; órgão disse que ele abriria mão da remuneração do cargo; no entanto, já recebeu R$ 28,7 mil durante "visita acadêmica"; Oliveira segue os passos do seu mentor, Joaquim Barbosa, que durante férias na Europa teve 11 diárias bancadas pelo STF, no total de R$ 14.142,60, sob a justificativa de agenda oficial.


 Do sítio: 247

21 de Fevereiro de 2014 às 10:14

247 – Indicado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz auxiliar Fábio Cesar dos Santos Oliveira vive desde agosto de 2013 nos Estados Unidos. Oliveira assumiu o mandato de dois anos em novembro de 2012, mas deixou o País em 1° de agosto para uma especialização na Columbia University, em Nova York, como parte do curso de doutorado em Direito da USP. Sua volta está prevista para 31 de julho deste ano.
A agência de notícias do CNJ chegou a publicar uma nota, em maio de 2013, informando que, "durante o período de estudos no exterior, o magistrado renunciará à remuneração decorrente da convocação do CNJ" (leia aqui). No entanto, conforme apuração da Folha de S. Paulo, ele continua a receber sem exercer a função. Oliveira já foi remunerado em R$ 28,7 mil pelo órgão durante sua "visita acadêmica" nos EUA. O juiz auxiliar Marivaldo Dantas assumiu suas funções. Nos corredores do CNJ, o caso é conhecido como o do "rolezinho do secretário fantasma do CNJ".

Oliveira segue os passos de seu amigo e mentor Joaquim Barbosa. Durante suas férias no início do ano, o magistrado deixou em aberto o mandado de prisão do João Paulo Cunha (PT-SP), condenado na AP 470, antecipando recesso e alegando falta de tempo para concluir o caso. Além disso, teve 11 diárias bancadas pelo STF, no total de R$ 14.142,60, sob a justificativa de agenda oficial. O presidente do Supremo tinha na agenda, no entanto, a realização de duas palestras, em Paris e em Londres - uma delas de apenas 30 minutos.

A agenda oficial no exterior, que não havia sido divulgada, foi publicada pela assessoria de imprensa depois de pressão dos jornais sobre o assunto. "Qualquer servidor que se desloca em serviço recebe diárias", defendeu-se. Em Paris, questionado por jornalistas, declarou: "Eu acho isso (a discussão sobre as diárias) uma coisa muito pequena. Veja bem, você viaja para representar o seu País, para falar sobre as instituições do País, e vocês estão discutindo diárias!", acrescentou.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mulher de Henrique Pizzolato visita o réu e pergunta a Globo: "Cadê a DARF?"

Andrea Haas
Andrea Haas

 Andrea Haas, esposa de Henrique Pizzolato visitou ontem, 08/02, o ex-diretor do Banco do Brasil e ao ver o repórter da Globo no meio dos demais repórteres, interrompeu a entrevista e disparou contra o jornalista da emissora: "Onde estão os R$ 700 milhões da Copa que vocês não pagaram impostos de renda. Onde está?". A emissora mais uma vez negou-se a comentar o caso.

 Leia matéria publicada no Estadão

Mulher de Henrique Pizzolato, Andrea Haas visitou neste sábado, 8, o petista na prisão de Módena, próximo a Maranello. Na primeira tentativa, pela manhã, ela foi barrada por problemas burocráticos. Depois, numa segunda tentativa, conseguiu entrar.

Questionada na saída por jornalistas, ela atacou a imprensa e afirmou que seu marido nunca desviou dinheiro público, como sentenciou o Supremo tribunal Federal. Segundo os ministros da Corte, o ex-diretor do Banco do Brasil desviou R$ 73 milhões do fundo Visanet, do qual o banco estatal fazia parte junto com bancos privados, para abastecer o esquema de pagamento e parlamentares no primeiro mandato do ex-presidente Lula.

A mulher de Pizzolato então negou os crimes atribuídos pelo Supremo ao petista. "Leiam o regulamento da Visanet, as auditorias do Banco do Brasil. Esses documentos são fundamentais porque provam que o dinheiro não era público, não era do Banco do Brasil", insistiu.

"O dinheiro era privado, da Visanet, uma empresa privada", declarou, irritada.

Ao identificar a reportagem da TV Globo entre os jornalistas, ela interrompeu seu discurso para atacar a rede de televisão. "A Globo recebeu R$ 5 milhões do fundo Visanet. Todos os documentos estão no processo. Ele está preso e vocês da Globo estão devendo dinheiro publico. Não pagaram imposto. Isso é vergonha. Mais de R$ 700 milhões", disse, com a voz rachada. "Onde estão os R$ 700 milhões da Copa que vocês não pagaram impostos de renda. Onde está?"

A TV Globo informou que não iria se pronunciar sobre o caso.

Lula bate duro em Joaquim Barbosa: "mostre a cara"

Do sítio: Brasil 247

Diante dos sinais cada vez mais claros de que Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, será candidato à presidência da República, o ex-presidente Lula decidiu desafiá-lo; "Quando você indica alguém para o STF, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, se quiser fazer política, que diga: 'Não aceito ser ministro, vou ser deputado, vou entrar num partido político e mostrar a cara. Mostre a cara'; Barbosa já consultou o STF sobre os benefícios que terá caso se aposente precocemente.

8 de Fevereiro de 2014 às 16:14


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu falar, neste sábado, sobre o julgamento da Ação Penal 470. E mandou um recado duro para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que dá sinais cada vez mais claros de que trocará a toga pela política.
"O grande papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando pela televisão o que ele pensa. Se quiser fazer política, entre num partido político e seja candidato, porque senão não tem lógica", afirmou.

Embora não tenha citado nomes, a mensagem parece endereçada a Barbosa porque Lula fez um comentário adicional. "Quando você indica alguém, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, se quiser fazer política, que diga: 'Não aceito ser ministro, vou ser deputado, vou entrar num partido político e mostrar a cara. Mostre a cara'". Dos ministros que com maior atuação política na corte, Barbosa é o único indicado por Lula. Gilmar Mendes foi indicado por Fernando Henrique Cardoso.

Neste sábado, em entrevista ao jornalista Otávio Cabral, o ministro Marco Aurélio Mello fez uma inconfidência. Disse que Barbosa deve deixar o STF para ser candidato. Em sua coluna, Cabral também informa que um assessor de Barbosa já consultou a suprema corte para saber que benefícios ele preservará, caso decida mesmo se aposentar precocemente.
Lula fez seus comentários, ao participar de um ato da campanha de Alexandre Padilha, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ao comentar o caso do "mensalão", Lula disse que o PT "está sofrendo porque tem companheiros presos" e afirmou ainda que solidariza com todos eles.

Globo usa Ali Kamel para intimidar a blogueiros

Por Miguel do Rosário, publicado originalmente no blog O Cafezinho.

Acabo de receber um email do Marco Aurélio Mello, que mantinha o blog Do Lado de Lá, informando-me que Ali Kamel está lhe pedindo outra indenização (a primeira foi por causa de um conto seu, de ficção!), desta vez por causa de um post seu que trata de suas angústias pessoais. Ele está aflito, por razões óbvias. Mais gastos com advogado. É o mesmo problema que eu tenho. Que todos temos.
O Azenha quase fechou o Viomundo no ano passado, por causa justamente do assédio judicial de Ali Kamel, e igualmente aborrecido com os gastos que estava tendo com advogado. Seu caso chegou até o Senado, com intervenções de Roberto Requião, um dos raros parlamentares com coragem para defender os blogs.

Mello fechou seu blog exatamente por receio de mais bomba para seu lado. Não adiantou: dias depois de se despedir dos leitores, chega outro pedido de indenização, assinado por advogados de Ali Kamel. Vários outros blogueiros estão sofrendo processo do mesmo Kamel. Eu perdi boa parte da quinta-feira passada discutindo com meu advogado o processo que Ali Kamel move contra mim. A cada processo desses, a gente tem que pagar uma pequena fortuna para nos defender com alguma decência. Ou seja, os custos advocatícios são quase tão altos quanto a multa que Kamel quer nos impor.

Não estou reclamando dos advogados. Eles são nosso último anteparo contra eventuais arbítrios judiciais e contra o assédio de figuras como Ali Kamel. Se cobram caro é porque o serviço é caro mesmo. É um gasto que vale a pena, porque não é só o dinheiro que está em jogo, e sim a liberdade de expressão.
Ali Kamel, em sua obsessão contra os blogueiros, está reinstaurando a figura de crime de opinião no Brasil. Isso é perigoso e pode se voltar contra qualquer um. Há um processo de intimidação contra a opinião crítica à mídia. O irônico é que a mídia vive nos acusando de “governistas”, mas a verdade é que não há nenhuma sinalização de que o governo está preocupado com esse assédio, disfarçado de processo por dano moral, da Globo contra os blogs. Mas deveria estar, se dá mesmo importância à liberdade e aos valores democráticos. Se os blogs fecharem, não haverá “controle remoto” que dê jeito. Este assédio não é mais apenas uma questão judicial, está se tornando também um problema político. Mais uma vez, o Brasil testemunha quem está ao lado da democracia, e quem tenta violá-la. E o que é pior, violando a democracia através de seus próprios instrumentos, coisa que só mesmo o poder econômico pode fazer.

Ali Kamel é uma figura pública, porque diretor de jornalismo da maior concessão pública de TV do país. Tem de ser mais democrático e entender que a crítica a seu trabalho, a crítica às vezes veemente, às vezes irônica e mordaz, é inevitável. Em entrevista exclusiva ao Cafezinho, o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, deixou bem claro o que pensa desse abuso:
“Alguém que ocupa um cargo de destaque, num grande jornal, numa emissora de televisão, está sujeito a críticas. Crítica veemente. E infelizmente o que nós temos visto em algumas decisões do Judiciário, aliás em muitas decisões do Judiciário, é chancelar essas tentativas de intimidação. A tentativa de calar a crítica. E isso não deixa de ter seu viés autoritário.
E isso é o mais grave porque tem uma aparência de formalismo democrático. Formalmente, o réu dessas ações se defenderam normalmente, tiveram todos os seus prazos respeitados, constituíram advogado, são processos que tramitam normalmente. Mas o conteúdo dessas decisões acabam servindo de instrumento para intimidação. E isso é que é o pior: com um formato democrático.”

A Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da ABI também já se manifestou publicamente em minha defesa, e contra a tentativa de Ali Kamel de me asfixiar financeiramente.
Até onde pensa chegar Ali Kamel? Vai fazer a Globo passar pelo vexame de levar uma repreensão da ONU?

A ONG Repórteres sem Fronteiras, que alguns acusam inclusive de ser direitista, por causa de seus relatórios duros contra países comunistas, como Cuba, e “bolivarianos”, como Venezuela, produziu uma gravíssima denúncia contra a concentração midiática no Brasil. Só que a denúncia foi abafada pelos… grandes meios de comunicação.
30berlusconis

Enquanto isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, vem a público externar sua preocupação com… os grandes meios de comunicação. Preocupação não pela concentração excessiva, ou pela agressão aos blogs, mas porque os meios estariam sofrendo concorrência de outras empresas…
Ora, o Huffington Post, blog norte-americano, pertencente a um gigante financeiro qualquer, acaba de lançar uma versão em português, associado à Abril, e não vi preocupação do ministro com a concorrência aos blogs brasileiros… Nem a gente está reclamando. Pode vir Huffington Post associado a Abril. Pode vir blog da Fox associada à Globo. A gente se garante.

O nome de Ali Kamel aparece várias vezes por dia na TV aberta para milhões de brasileiros. É uma figura pública. Se algum texto nosso lhe incomoda, ele pode nos mandar um email com uma resposta. O sujeito tem milhares de jornalistas, colunistas e blogueiros trabalhando para ele, ou seja, tem espaço suficiente para responder uma crítica, ou para se defender, mas prefere asfixiar os blogs independentes. Isso é um vício autoritário, mais grave ainda ao vir do diretor de uma empresa que apoiou a ditadura militar do início ao fim.
O Judiciário brasileiro num regime democrático não pode chancelar esse abuso, esse autoritarismo!
O Judiciário precisa entender que os blogs hoje são importantes. O Cafezinho já tem mais de cinquenta mil acessos por dia; anteontem o Tijolaço – onde eu escrevo também – bateu mais de 230 mil acessos. E isso é só um retrato, porque o gráfico nos mostra crescendo vertiginosamente, dia a dia. A gente oferece uma visão diferente de vários assuntos, e também uma plataforma onde milhares de pessoas podem se expressar. Acredito que isso é salutar num regime democrático. Muitas pessoas ficarão decepcionadas com o Judiciário, se Ali Kamel tiver sucesso em sua empreitada pessoal (com advogados da Globo) para destruir os blogs. Se um blog de grande alcance como o Cafezinho não conseguir resistir ao assédio de um executivo da Globo, como esperar que um blog numa cidade pequena possa enfrentar o poder local?
A pluralidade política não é mais fundamental para a consolidação da democracia? Alguém a riscou da Constituição? Não, continua lá. É um dos cinco fundamentos que abrem a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

A Justiça Brasileira é sobrecarregada, não por ser falha, mas porque o Brasil é um país grande, com 200 milhões de pessoas, e cheio de problemas a resolver. Eu acho um absurdo que um grande executivo de uma emissora privada, que tem o privilégio de usufruir de uma concessão pública, contribua para sobrecarregar ainda mais o Judiciário com picuinhas políticas. Ao brincar de processar blogueiros, Ali Kamel está disperdiçando dinheiro público, porque obriga a pesada máquina judiciária a trabalhar para analisar suas demandas.
Ou seja, até isso a Globo faz: sobrecarregar o Judiciário brasileiro com suas picuinhas contra o pensamento crítico. Enquanto isso, milhares de cidadãos, presos em masmorras infectas, aguardam análise de suas sentenças.
*
Assuntos relacionados:
Leia a entrevista que fiz com Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, em que ele fala, entre outros assuntos, dessa tentativa de intimidação contra a opinião crítica. A gente conversou sobre o caso Kamel X blogueiros.
Essas são os posts em que explico o processo do Ali Kamel contra mim:
Ali Kamel processa Cafezinho
O sacripanta de 41 mil reais
A íntegra do processo de Ali Kamel contra mim.
Quem quiser ajudar o blogueiro a se defender do assédio judicial do diretor de jornalismo da Rede Globo, basta fazer uma assinatura. Se não quiser assinar, mas só dar uma contribuição financeira, basta usar uma das contas informadas na página de assinatura.
Quem quiser dar uma força também para o Marco Aurélio Mello, entre no blog dele.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA - ALEXANDRE PADILHA: PCC é uma criação dos 20 anos de governo do PSDB

Do sitio: Folha.com
Pré-candidato ao governo de SP, ex-ministro ataca política de segurança de Alckmin e defende gastos com publicidade
VALDO CRUZ
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
Em sua primeira entrevista após deixar o Ministério da Saúde para disputar o governo paulista, Alexandre Padilha (PT), 42, atacou a política de segurança do governo Geraldo Alckmin (PSDB): "O PCC é uma criação dos 20 anos do governo do PSDB".
Repetindo o que deve ser o mote de sua campanha --explicitar as duas décadas de poder tucano no Estado mais rico do país--, ele afirmou que "acabou a bateria" dos tucanos e que "falta coragem ao governo de São Paulo" para enfrentar a violência.
O ex-ministro, cujo nome foi lançado pelo ex-presidente Lula para a disputa do governo paulista, defendeu sua política de combate à Aids --criticada pelos movimentos sociais-- e disse que vai manter a posição da presidente Dilma, de não mexer na lei para liberar o aborto no país.
Sobre a cubana que deixou o programa Mais Médicos e pediu asilo, disse que os direitos individuais devem ser respeitados, mas afirmou que o acordo firmado com Cuba, por intermédio de um órgão da ONU, segue regras similares às de outros 60 países.
Folha - Onde está a origem de tanta violência em São Paulo, que atinge até o filho do governador Geraldo Alckmin?
Alexandre Padilha - Quando soube o que aconteceu com o filho do governador, eu quis prestar absoluta solidariedade a ele e sua família.
Agora, os grandes símbolos da violência em São Paulo são outros, não é o que aconteceu com o filho do governador. Mais de 500 carros são roubados por dia no Estado, 200 mil por ano. Temos uma situação muito clara de a administração penitenciária em São Paulo ser praticamente dominada por facções.
O desafio que o Estado tem, para as pessoas se sentirem mais seguras, é termos uma política de segurança pública que garanta uma polícia mais presente nas ruas nas áreas mais críticas, que opere cada vez com mais inteligência.
A população vive insegura. O sentimento das pessoas é de insegurança. E, nestes 20 anos, o que nós vimos foi a criação do PCC, em vez de o PSDB conseguir criar uma política de segurança, uma polícia mais presente, mais próxima da população, com ações cada vez mais inteligentes.
O PCC é uma criação dos 20 anos do governo do PSDB, não existia antes e hoje tem.
Para o sr. o PCC, organização criminosa que opera a partir dos presídios paulistas, é criação dos tucanos?
Foi uma criação no governo deles. Vinte anos atrás, quando assumiram o governo, não tinha PCC, agora tem. Falta coragem ao governo de São Paulo para enfrentar o que precisa ser enfrentado. Eu diria que, hoje, a bateria do PSDB de São Paulo acabou.
São Paulo enfrenta um problema na segurança, mas o Distrito Federal, governado pelo PT, tem situação semelhante. Não é uma questão nacional e não há omissão do governo federal em atuar com os Estados?
São Paulo tem um potencial que não pode ser comparado com nenhum outro Estado. Pelo seu potencial, tem de se comparar com as melhores práticas internacionais, inclusive na área de segurança. Além disso, o governo federal sempre deu demonstrações de oferecer cooperação com o Estado de São Paulo.
Será possível andar um dia em São Paulo com os vidros do carro abaixados?
Temos de perseguir isso. Quero falar de outra área, a educação. O Estado de São Paulo perdeu nestes 20 anos a oportunidade de se transformar numa Xangai, que é vista como a Província que tem os melhores resultados internacionais na educação. Por quê? Porque criou um plano com políticas duradouras, permitindo avanços na área de educação que São Paulo não teve neste período.
Antes de o PSDB assumir o governo, São Paulo estava em segundo lugar no ensino médio no país. Hoje está em oitavo lugar.
Em 2013, o Ministério da Saúde aumentou gastos com publicidade, inclusive do Mais Médicos. Era necessária tanta divulgação de um programa já conhecido? Esta publicidade não beneficia sua imagem?
É um programa que precisava de explicação e orientação para a população. Em nenhum momento fala do meu nome, não apresenta o ministro.
E a ONG do seu pai, que teve um convênio com o Ministério da Saúde? O sr. acabou suspendendo o convênio. Não foi uma forma de reconhecer que foi um descuido?
Qual foi minha decisão? Apesar de ter todo o processo legal, regular, orientação dos técnicos para fazer o convênio com a ONG, que é uma ONG histórica, para não gerar exploração política tomei a decisão de cancelar o convênio, antes de qualquer repasse de recursos.
O sr. deve fechar a meta de 13 mil médicos [para o Mais Médicos] com cerca de 75% deles sendo cubanos. Por que vocês não foram mais transparentes e reconheceram que o convênio com Cuba seria a alternativa, sabendo que os médicos brasileiros não iriam se inscrever?
Primeiro porque não tenho bola de cristal. Tenho capacidade de planejamento, de visão de futuro, era um problema que a gente apontava havia muito tempo. Muita gente dizia que os prefeitos não iam aderir ao programa, mas superou a expectativa.
Segundo, acreditamos que a forma como foi divulgado, convocado, chamado, era importante para não desestimular a participação dos médicos brasileiros.
O governo do PT foi tachado de conservador pelo Dirceu Greco, quando saiu da diretoria da Aids. O sr. foi criticado por não fazer campanhas que deveriam ser dirigidas para um público muito vulnerável ao HIV. Por que o sr. não teve essa postura reivindicada por esses grupos?
Primeiro lugar respeito as opiniões que as pessoas possam ter. Agora, como ministro da Saúde, tomei um conjunto de decisões sobre quais são as mensagens que o ministério tem de reproduzir.
Eu, por exemplo, não deixei o ministério ter uma campanha que fazia inferências sobre a felicidade ou não de uma profissional do sexo. Não cabe ao ministério fazer uma campanha para as profissionais do sexo felizes ou para as infelizes.

Em carta enviada a Gilmar Mendes, Suplicy esclarece doações a petistas

Do sitio: PT no Senado
Não ficou apenas na troca de declarações pela imprensa a reação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) às insinuações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que o Partido dos Trabalhadores estaria fazendo lavagem de dinheiro nas campanhas de arrecadação para o pagamento das multas dos petistas condenados na Ação Penal 470, midiatizada como mensalão. O parlamentar enviou, nesta quarta-feira (05), uma carta ao magistrado em que esclarece a legalidade e correção do processo de arrecadação.
“Gostaria de esclarecer, com base em documento recebido do Coordenador do Setorial Jurídico do Partido dos Trabalhadores, Dr. Marco Aurélio de Carvalho, que as campanhas de arrecadação foram organizadas por familiares dos condenados, militantes e apoiadores. Não houve, pois, envolvimento direto ou indireto de nenhuma instância do Partido dos Trabalhadores”, informou Suplicy, ao ler a carta em plenário.
No documento, o senador ainda destacou que todas as doações foram devidamente identificadas, e serão escrituradas no imposto de renda de cada beneficiário e doador. Além disso, reiterou Suplicy, a legislação foi rigorosamente observada. “Os documentos que comprovam tudo quanto por ora se afirma estão à disposição da Justiça, e, comprovarão, de forma inequívoca, a precocidade e inconveniência de declarações dadas no calor dos debates”, afirmou.
Suplicy informou que é um dos mais de 3.500 doadores, assim como o ex-colega de Gilmar Mendes no Supremo, o ex-ministro Nelson Jobim. “Cidadãos que conhecem tão bem as pessoas que foram condenadas ali na Ação Penal 470, como é o caso do ministro Nelson Jobim, que teve em José Genoino um de seus principais assessores no Ministério da Defesa, avaliaram que seria próprio fazer uma doação”, ponderou.
Como surgiu a campanha de doação
As doações foram um recurso criado pela família de Genoino, que não tinha recursos para bancar a despesa. As orientações sobre como deveria ser feito o depósito, informadas em uma página na internet, garantiram a maior transparência possível à arrecadação. As pessoas que contribuíram enviaram um e-mail com o comprovante do depósito à família, para receber uma senha que permitia acompanhar às doações.
O sucesso da arrecadação de Genoino levou amigos e familiares de Delúbio a utilizarem a mesma alternativa. Genoíno quitou a dívida de R$ 667,5 mil e Delúbio pagou R$ R$ 466,8 mil. Ambos arrecadaram mais do que o valor que tinham de pagar. O excedente será repassado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cuja multa foi calculada em R$ 971 mil.
Reforço à transparência
Ao divulgar a carta, Eduardo Suplicy ainda considerou que uma lição pode ser tirada desse episódio: a necessidade de reforçar a transparência nas receitas e despesas dos partidos políticos, das coligações e de seus candidatos durante as campanhas políticas. Bandeira que o senador defende desde o início de seu mandato. Suplicy é autor, por exemplo, de um projeto de lei (PLS 280/2012) que determina a prestação de contas em tempo real de candidatos, partidos e coligações durante a campanha eleitoral.
“Mesmo considerando a informação de que não houve o envolvimento direto ou indireto de qualquer instância do Partido dos Trabalhadores na arrecadação de doações, é muito importante apoiarmos propostas que defendam a mesma causa da transparência nas campanhas eleitorais, o compromisso de cada partido e candidato não utilizar recursos não contabilizados, o fim das contribuições de pessoas jurídicas e a limitação, em termos de bom senso, das doações de pessoas físicas”, defendeu Suplicy.
Ilações de Gilmar
As ilações de Gilmar Mendes contra as doações fazem parte de uma entrevista por ele concedida, no início da sessão da Segunda Turma do STF. O ministro considerou “muito esquisito” o fato de os condenados terem conseguido arrecadar rapidamente os valores. “Essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar”, questionou.
Para Mendes, o Ministério Público deve investigar também a origem dos recursos que foram doados. “Agora, vem essa massa de dinheiro. Será que vão também fazer uma arrecadação para devolver todo o dinheiro que foi desviado? Tudo estranho. Agora, é interessante que todos nós estamos noticiando isso como se fosse só um fato corriqueiro. Não, não é um fato corriqueiro, há algo de grave nisso. E precisa ser investigado", disse.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Confiança do consumidor se recupera – e popularidade de Dilma também.

Há uma forte correlação entre a confiança do consumidor (INEC) e a popularidade do presidente de turno. Elas costumam subir e cair juntas. Após uma grande queda em junho e julho do ano passado, durante os protestos, tanto o INEC quanto a popularidade de Dilma Rousseff estão se recuperando.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O PT é o único com militância suficiente para arrecadar grandes quantias em defesa de ideais.

A quem o povo assusta?



Imagine o cenário. Vencido o prazo para os condenados da AP 470 pagarem as multas, nenhum apareceu. José Genoino, olhe só, alegou que o valor supera o preço de sua casa. Os outros tampouco respeitaram a sentença. O que aconteceria?

Pelo que se tem lido e ouvido, batata. "Mensaleiros do PT desprezam Justiça." Ou então: "Além de truculentos e corruptos, petistas dão calote no Tesouro". Ou parafraseando aquele ministro falastrão: "Eles merecem mais que o ostracismo: ademais de incomunicáveis, precisam apodrecer na cadeia e receber apenas uma refeição por dia. E mais: entrar para sempre na lista negra da Serasa!".
Outra hipótese. Com dois ou três telefonemas, ou num regabofe no coração de Higienópolis, condenados se acertam com a banca e o dinheiro surge em segundos – o tempo de uma TED. Formalmente, tudo dentro da lei: não é crime receber auxílio para pôr contas em dia. Para os banqueiros, seria apenas uma gorjeta diante de lucros nunca antes imaginados. O juízo midiático, contudo, também seria inapelável. "Cai a máscara: bancos ajudam 'companheiros' a pagar multas."
Surpresa (ou decepção) para muitos: nada disso ocorreu. Sem afrontar instituições, sem desrespeitar qualquer direito (diferentemente do que ocorre com os dos condenados), Genoino e cia. agiram como deveria ser habitual num partido de raízes populares: recorreram à militância. Quem se assustou? Todo mundo para quem não passa pela cabeça alguém doar dinheiro por acreditar em alguma coisa, alguma ideia, algum futuro.
A reação mostra o grau de envenenamento do clima político atual. Partiu-se para a troça. Alguns leitores pediram desde uma vaquinha para honrar carnês até auditoria implacável nas doações. Houve mais. Embaladas como coisa séria, reportagens acusaram os petistas de arrecadar mais dinheiro que a Pastoral da Criança! O que tem a ver uma coisa com a outra? Por acaso a Pastoral está em campanha? Pareceria mais razoável comparar o orçamento dessa ONG com fundos auferidos pelo Criança Esperança – mas aí a coisa complica diante do calibre dos interesses envolvidos.
O deputado tucano Jutahy Magalhães Júnior, por sua vez, exagerou no ridículo. "Isso é um acinte, um deboche." Por quê? Talvez porque os condenados, em vez de seguir o recém-divulgado manual de propinas de empresas como a Alstom, optaram pela arrecadação popular e voluntária.
Não há anjos em política, mas a democracia em vigor prevê o respeito a decisões judiciais, até num caso polêmico como a AP 470. A democracia não obriga, contudo, ao conformismo bovino – exceto no caso da vigência de ditaduras disfarçadas ou quando se está sob o tacão de juntas togadas travestidas de supremas.
Muito ainda vai se falar da campanha de doações petista. Pode ser que impropriedades tenham sido cometidas. Mas certamente nada tão grave, por exemplo, como a montanha de denúncias fartamente documentadas no livro primoroso do jornalista desta Folha Rubens Valente, "Operação Banqueiro". Como se sabe, a obra desvenda relações promíscuas entre Poderes da República e o personagem Daniel Dantas. Investigá-las ou não fica ao gosto do freguês.
Feitas as contas, o mais sincero entre os apavorados foi o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha. Como se discute o financiamento público nas eleições, o deputado sentiu a água subir: "Só o PT vai ter dinheiro. Se da cadeia ele arrumou isso, imagina da Esplanada".
Qual o "crime" do partido? Para o deputado, o PT é o único com militância suficiente para arrecadar grandes quantias em defesa de ideais. Em vez de fazer o mesmo e disputar apoiadores entre o povo, a turma suprapartidária de Cunha prefere levantar dinheiro na surdina para melhor abafar suas próprias causas.
Ricardo Melo, 58, é jornalista. Na Folha, foi editor de 'Opinião', editor da 'Primeira Página', editor-adjunto de 'Mundo', secretário-assistente de Redação e produtor-executivo do 'TV Folha', entre outras funções. Atualmente é chefe de Redação do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Também foi editor-chefe do 'Diário de S. Paulo', do 'Jornal da Band' e do 'Jornal da Globo'. Na juventude, foi um dos principais dirigentes do movimento estudantil 'Liberdade e Luta' ('Libelu'), de orientação trotskista.

GENEROSIDADE NAS DOAÇÕES A GENOÍNO E DELÚBIO DENOTA NOVA ATITUDE DO PT


Minha explicação para o “fenômeno” das expressivas doações aos fundos Genoíno e Delúbio Soares é simples: solidariedade.
Não apenas diversos membros do Partido dos Trabalhadores, mas muitos brasileiros em geral, que se mantiveram calados, acuados e confundidos pela campanha truculenta e incessante, antes, ao longo e após o julgamento da AP 470, finalmente se deram conta de que a história que lhes era contada era de “faz de conta” e resolveram manifestar sua indignação.
Fizeram isso da forma mais rara de se ver acontecer: abrindo a bolsa. E não foi às escuras, foi corajosamente, dando nome, endereço, telefone e CPF. Tudo de acordo com a transparência que exige a Lei.
Acredito que por orientação de um PT pressionado pelo cenário de ódio gerado no país pela mídia, as lideranças do partido esconderam as cabeças na areia, como avestruzes, durante todo o processo do dito “mensalão”. Isso quando não externaram declarações condenatórias. Foi lamentável!
Com isso, causaram a triste impressão de que abandonavam os companheiros históricos por lhes atribuírem culpa. Finalmente, o partido parece ter tomado consciência do grave dano que provocou em sua própria imagem, devido àquela sua atitude amedrontada e mesmo bíblica do “antes de o galo cantar me negarás três vezes”.
Vemos agora crescer em número cada vez maior de brasileiros a convicção de que o dito “mensalão” não é mensalão. É mentirão.
Essa consciência se manifesta através da solidariedade generosa dos doadores, num gesto coletivo que pode também expressar um protesto contra o que consideram uma injustiça, um julgamento político.
Vemos também uma grande preocupação com os rumos democráticos do país, que tem como bem maior a liberdade conquistada à custa do sofrimento e do sangue de tantos heróis mortos
Importante: o sacrifício desses heróis não é patrimônio do PT, é da História Brasileira!

João Paulo Cunha: Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa

Por João Paulo Cunha


Caro ministro Joaquim Barbosa, há poucos dias, em entrevista, o senhor ficou irritado porque a imprensa publicou a minha opinião sobre o julgamento da ação penal 470 e afirmou que não conversa com réu, pois a este só caberia o ostracismo.
Gostaria de iniciar este diálogo lembrando-lhe de recente afirmação do ex-ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal: “O Judiciário tende a converter-se em um produtor de insegurança” e que “o que hoje se passa nos tribunais superiores é de arrepiar”. Ele tem razão. E o julgamento da ação penal 470, da qual V. Exa. é relator, evidencia as limitações da Justiça brasileira.
Nos minutos finais do expediente do último dia 6 de janeiro, o senhor decretou a minha prisão e o cumprimento parcial da sentença, fatiando o transitado e julgado de meu caso. Imediatamente convocou a imprensa e anunciou o feito. Desconsiderando normas processuais, não oficializou a Câmara dos Deputados, não providenciou a carta de sentença para a Vara de Execuções Penais, não assinou o mandato de prisão e saiu de férias. Naquele dia e nos subsequentes, a imprensa repercutiu o caso, expondo-me a execração.
Como formalmente vivemos em um Estado democrático de Direito, que garante o diálogo entre o juiz e o réu, posso questionar-lhe. O meu caso era urgente? Por que então não providenciou os trâmites jurídicos exigidos e não assinou o mandato de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão de afogadilho e anunciou para a imprensa?
Caro ministro, o senhor pode muito, mas não tudo. Pode cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar, pois nem a ditadura militar me calou. O senhor me condenou sem me dirigir uma pergunta. Desconsiderou meu passado honrado, sem nenhum processo em mais de 30 anos como parlamentar.
Moro na periferia de Osasco há 50 anos. Trabalho desde a infância e tenho minhas mãos limpas. Assumi meu compromisso com os pobres a partir da dura realidade da vida. Não fiz da fortuna minha razão de existir, e as humilhações não me abatem, pois tatuei na alma o lema de dom Pedro Casaldáliga: “Minhas causas valem mais do que minha vida”.
O senhor me condenou por peculato e não definiu onde, como e quanto desviei. Anexei ao processo a execução total do contrato de publicidade da Câmara, provando a lisura dos gastos. O senhor deve essa explicação e não conseguirá provar nada, porque jamais pratiquei desvios de recursos públicos. Condenou-me por lavagem de dinheiro sem fundamentação fática e jurídica. Condenou-me por corrupção passiva com base em um ato administrativo que assinei (como meu antecessor) por dever de ofício.
Por que me condenou contra as provas documentais e testemunhais que atestam a minha inocência? Esclareça por que não aceitou os relatórios oficiais do Tribunal de Contas da União, da auditoria interna da Câmara dos Deputados e da perícia da Polícia Federal. Todos confirmaram que a licitação e a execução do contrato ocorreram em consonância com a legislação.
Desafio-lhe a provar que alguma votação tenha ocorrido na base da compra de votos. As reformas tributária e previdenciária foram aprovadas após amplo debate e acordo, envolvendo a oposição, que por isso em boa parte votou a favor.
Um Judiciário autoritário e prepotente afronta o regime democrático. Um ministro do STF deve guardar recato, não disputar a opinião pública e fazer política. Deve ter postura isenta.
Despeço-me, senhor ministro, deixando um abraço de paz, pois não nutro rancor, apesar de estar convicto –e a história haverá de provar– que o julgamento da ação penal 470 desprezou leis, fatos e provas. Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja injustamente preso.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Desculpe-me, mas você é um inocente útil.

Vejo alguns amigos dizendo: “Então quer dizer que ser a favor da prisão de Genoíno e Dirceu faz de mim um filhote da ditadura, um reacionário ou um membro da  classe média merda?”.
Não necessariamente, mas faz de você um inocente útil.
Todos temos o direito de não gostar de alguém e não votar nesse alguém, ser mais de esquerda ou de direita. Particularmente nunca votei em Genoíno ou Zé Dirceu e nunca concordei com as suas posições, como a ampliação do leque de alianças do PT defendida por eles, onde cabe gente como Maluf e Sarney.
O que não temos o direito é de dizer: “Ele não provou sua inocência”, quando qualquer um sabe que na democracia, na lei,  cabe ao acusador “provar a acusação”.
O que não pode é fingir que não vê as fotos e histórias sobre o Genoíno, que está na “política” há 40 anos e mora há  décadas na mesma casa pequena com a família. (http://migre.me/gFCIV)
Diferente do “Batman”, Joaquim Barbosa, que mora em apartamento funcional e comprou de forma imoral uma residência de um milhão de reais em Miami (http://migre.me/gFTLQ), Genoíno mora na mesma casa e na mesma rua, nunca morou em condomínio fechado ou algo que o valha, nem deu sinais de riqueza
Você deve admitir a importância do Bolsa Família para diminuir a pobreza e do ProUni para que mais pobres tenham vagas na universidade, mas quantos conhecidos seus recusam o “óbvio” e afirmam que “não faltam médicos, faltam condições de trabalho”, mesmo você nunca tendo visto um médico desempregado, nem mesmo aquele que nunca olha para sua cara durante a consulta?
Quantas vezes você ouviu que a culpa do preço dos veículos ou do vídeo game é do governo, enquanto você sabe, que a margem de lucro praticada por nossa elite é uma das maiores e mais criminosas do mundo?
Você sabe que o dinheiro que vai para os ricos com os juros altos é infinitamente maior do que o que vai para os pobres com o Bolsa Família. (quanto custa o bolsa rentismo: http://migre.me/gFCWJ)
Você já leu ou se pegou maldizendo ocupação de terra (você ou seus amigos chamam de invasão?), feita por trabalhadores rurais, enquanto sabe que grandes empresas como a Cutrale e os grandes produtores de soja, tomam terras públicas por meio da grilagem e a protegem a bala com cangaceiros e com o apoio da justiça e de juízes corruptos?
Você já leu sobre a Escola Base” (http://migre.me/gFD7U) e sabe que a grande imprensa manipula como quer a opinião pública? Sabe que a Globo apoiou a ditadura militar e manipulou a sociedade brasileira (http://migre.me/gFDik) e que esconde a “origem” de  Marcos Valério e sua relação com o PSDB de Minas, esconde também os escândalos de corrupção em São Paulo, com um assessor do governo paulista descoberto com conta secreta e sendo julgado na Suíça? ( http://migre.me/gFDjq)
Seja sincero: Já se pegou dizendo “bandido bom é bandido morto”, mesmo sabendo que existe um extermínio da nossa juventude pobre na periferia, enquanto os crimes dos ricos continuam encobertos?
Você já ouviu que alguém que não fez faculdade não poderia ser presidente, “porque é burro” ou “apedeuta”. Acredita mesmo que esse ódio tem a ver com as qualidades ou defeitos do governo Lula?
Você leu em algum lugar que Genoíno foi preso e torturado na ditadura. Sabe que seus algozes nunca foram presos ou julgados. Sabe que foi criada uma “tese” jurídica para condená-los sem prova agora, mas mesmo assim acha que “onde tem fumaça tem fogo?”
Assistiu na TV, em filme ou leu, que prisão em feriado ou fim de semana, é executada contra presos que podem oferecer  ”risco continuado”?  Ou seja: Matar, roubar ou fugir nesses três dias.  Sabe que os Zés estavam com a família esperando para se entregar, e mesmo assim acham que “foi pouco”, porque deveriam ter sido algemados e cuspidos, com uma horda de gente gritando “lincha e mata”?
Você tem o direito de não gostar das posições do Zé Dirceu e Genoíno, pode combatê-los e derrotá-los, mas não pode fingir que seus amigos mais reacionários não torceram para vê-los humilhados e ficaram “bravinhos” ao ver o punho cerrado em sinal de resistência, ao invés da cabeça abaixada e do rosto escondido.
Se você acha a ditadura legal, o “Mais Médicos”  uma “invasão comunista”, o bolsa família “compra de votos”, acha sem-terra “tudo vagabundo”,  considera que no mundo sempre existiram e sempre existirão miseráveis e milionários e acredita na meritocracia como desculpa para pobreza (só é pobre quem não trabalha),  você tem razão em querer prendê-los ou talvez eliminá-los. Eles são um grande perigo para tudo que você acredita.
Você está ao lado de todos que roubam dos mais pobres deste país há séculos. E pior: fazem isso com o apoio da justiça. Você está ao lado do sistema financeiro, das oligarquias rurais, dos grandes veículos de comunicação e dos saudosos da ditadura militar. Está ombro a ombro com os que querem o Brasil de antigamente, onde pobre era pobre, os poderosos cuidavam da política e de ganhar dinheiro e os trabalhadores cuidavam de dar lucro para deixar os ricos cada vez mais ricos, enquanto milhões de brasileiros morriam de fome ou viviam na miséria.
Se você acha a ditadura militar um nojo, apoia os programas sociais mais importantes da história do Brasil, pode ou não gostar de Lula e do PT, mas não concorda com julgamentos sumários e linchamento midiático e mesmo assim não entende que o julgamento do chamado “Mensalão” foi um julgamento político, desculpe-me, mas você é um inocente útil do que existe de mais retrógrado e atrasado no Brasil.

Do sitio: Bendita versão

domingo, 8 de dezembro de 2013

TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bilhões da saúde

Governador de Minas Gerais é acusado de não cumprir o piso constitucional do financiamento do SUS entre 2003 e 2008

Do site do deputado Rogério Correia 

Desembargadores negaram recurso da defesa de Aécio Neves e mantiveram ação por improbidade administrativa (Foto: Governo de Minas Gerais / Leo Drumond / Flickr)
Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Aécio é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde em Minas e pelo não cumprimento do piso constitucional do financiamento do sistema público de saúde no período de 2003 a 2008, período em que ele foi governador do estado. O julgamento deverá acontecer ainda esse ano. Se culpado, o senador ficará inelegível.
Desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde no estado. Conseqüência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação essa que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue.
Recurso
Os desembargadores Bitencourt Marcondes, Alyrio Ramos e Edgard Penna Amorim negaram o provimento ao recurso solicitado por Aécio Neves para a extinção da ação por entenderem ser legítima a ação de improbidade diante da não aplicação do mínimo constitucional de 12% da receita do Estado na área da Saúde. Segundo eles, a atitude do ex-governador atenta aos princípios da administração pública já que “a conduta esperada do agente público é oposta, no sentido de cumprir norma constitucional que visa à melhoria dos serviços de saúde universais e gratuitos, como forma de inclusão social, erradicação e prevenção de doenças”.
A alegação do réu (Aécio) é a de não ter havido qualquer transferência de recursos do estado à COPASA para investimentos em saneamento básico,  já que esse teria sido originado de recursos próprios. Os fatos apurados demonstram, no entanto, a utilização de valores provenientes de tarifas da COPASA para serem contabilizados como investimento em saúde pública, em uma clara manobra para garantir o mínimo constitucional de 12%. A pergunta é: qual foi a destinação dada aos R$4,3 bilhões então?

Do sitio: Revista Forum