quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Governo do PT alcança meta do milênio com dois anos de antecedência

Missão cumprida!

Essa é a chamada da publicação da Presidenta Dilma Rousseff em sua página no Facebook ao relatar a excelente notícia de que o Brasil alcançou a meta de reduzir em mais da metade (54%) a fome de sua população com dois anos de antecedência segundo relatório do FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura.

Ainda segundo o relatório, o numero de famintos diminuiu em quase 10 milhões de pessoas. A redução é a das maiores do mundo e duas vezes mais rapido do que a média internacional.

Isso graças aos programas de distribuição de renda do governo petista, modelo seguido mundialmente, mas fortemente criticado pela direita no Brasil.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Entrevista do Lobão - Sem comentários

Em mais um dos seus muitos momentos de delírio pós anos 80, o pseudo colunista da Veja e autor do livro "Manifesto do Nada na Terra do Nunca" (que reflete bem em seu título tudo aquilo que o pseudo escritor já fez pelo país), Lobão, deu ontem uma entrevista para o programa Roda Viva, comandado atualmente pelo Augusto Nunes, colunista de Veja e militante político de Direita.

Naquilo que mais poderia ter sido chamado de atração circense de quinta categoria, o colunista, que classifica a Presidenta Dilma como "neurônio solitário", não economizou nos insultos e agressões:

"Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante"


Lobão disse ainda que Dilma seria incapaz de tomar sorvete na testa, "porque não vai conseguir nem mirar a própria testa".

Com a sua metralhadora de besteiras descontrolada, Lobão disparou ainda contra aqueles que define como "rebeldes chapa branca", Pablo Capilé, do coletivo Fora do Eixo, e Mano Brown, dos Racionais MC´s. O ex cantor, pseudo colunista e escritor disse ainda, para coroar a noite de freak, que uma das maiores bobagens de sua vida foi ter apoiado Lula em 1989.

Mais tarde posto o link da entrevista.

Cardozo: PF vai, sim, investigar cartel do metrô

Em audiência pública no Senado, ministro da Justiça manda alerta a políticos do PSDB: "Se alguém tentar intimidar a PF e o Cade, perca a esperança"; cúpula tucana pede que José Eduardo Cardozo não esteja mais à frente das investigações sobre o chamado propinoduto tucano e diz que ação do ministro, que enviou denúncia sobre o caso Siemens à Polícia Federal, é política; "O ministro da Justiça não será um engavetador de denúncia. O engavetador-geral é um prevaricador-geral", afirmou Cardozo hoje aos parlamentares

3 de Dezembro de 2013 às 13:04


247 – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira 3 que a Polícia Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vão, sim, continuar a investigação sobre o esquema de cartel em licitações de trens e metrô envolvendo políticos do PSDB em São Paulo. "Se alguém tentar intimidar a PF e o Cade, perca a esperança", alertou Cardozo, que participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Na semana passada, a cúpula do PSDB pediu à Procuradoria-Geral da República e à Comissão de Ética que investiguem o ministro. Segundo os tucanos, Cardozo agiu politicamente ao encaminhar para a PF denúncia que recebeu do deputado licenciado Simão Pedro, do PT. O documento, alegam, foi traduzido e adulterado para incriminar os inimigos do governo. O titular da Justiça defende que era sua obrigação pedir apuração sobre o caso e que não pode se comportar como um engavetador de processos.

"O ministro da Justiça não será um engavetador de denúncia. O engavetador-geral é um prevaricador-geral", reafirmou o ministro nesta terça-feira. Na CCJ, Cardozo disse que cabe à Polícia Federal verificar se as denúncias entregues por ele são verdadeiras, e não a ele ou qualquer outra autoridade. O relatório que o ministro recebeu das mãos de Simão Pedro foi escrito pelo ex-executivo da Siemens Everton Rheinheimer e cita nomes do PSDB, como o senador Aloysio Nunes (SP) e o secretário do governo paulista, José Aníbal.

Do sítio: BRASIL247

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

BARBOSA É REJEITADO PELA MAIORIA DOS PARTIDOS

Segundo pesquisa do Estado de S. Paulo, 32 legendas do Brasil dizem que não filiariam o presidente do STF para eventual candidatura nas próximas eleições; outros oito partidos dizem que teriam de discutir possibilidade e apenas sete, de pequeno porte, abririam as portas para ele; o PT não respondeu ao levantamento
2 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 07:30

247 – As pretensões políticas de Joaquim Barbosa não encontram espaço em 2014 para 32 legendas do Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo Estado de S.Paulo, outras oito siglas afirmam que precisariam discutir a filiação do presidente do STF para concorrer ao Planalto e apenas sete, de pequeno porte, dizem que abririam as portas para ele. O PT não quis responder ao levantamento (Leia aqui).

A intenção de se engajar na política foi revelada pelo próprio Barbosa, em outubro, durante um evento no Rio. A lei garante ao magistrado a possibilidade de se filiar a uma legenda até seis meses antes da eleição, no dia 5 de abril do ano que vem.

Desde que assumiu a relatoria da Ação Penal 470 e, em seguida, a presidência do STF, Barbosa agradou ao establishment como uma esperança à direita de apear o PT do poder. Ironicamente indicado por Lula ao cargo, ele assumiu o primeiro lugar da fila dos inimigos do partido, redigindo e interpretando um relatório duro. No momento de aplicar as penas, foi ainda mais extremista, qualificando como de importância 01, 02 e 03 os condenados José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares – em resumo, a primeira geração de líderes do PT.

Em pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana, ele aparece com 15% de intenções de voto. Os dois maiores candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), aparecem atrás do juiz, com 14% e 9%, respectivamente.

Pelo Estado de S. Paulo

Do sitio: Brasil247

domingo, 1 de dezembro de 2013

Uma justiça sem venda, sem balança e só com a espada?

Tradicionalmente a Justiça é representada por uma estátua que tem os olhos vendados para simbolizar a imparcialidade e a objetividade; a balança, a ponderação e a equidade; e a espada, a força e a coerção para impor o veredito. Ao analisarmos o longo processo da Ação Penal 470 que julgou os envolvidos na dita compra de votos para os projetos do governo do PT, dentro de uma montada espetacularização mediática, notáveis juristas, de várias tendências, criticaram a falta de isenção e o caráter político do julgamento. Não vamos entrar no mérito da Ação Penal 470 que acusou 40 pessoas. Admitamos que houve crimes, sujeitos às penas da lei. Mas todo processo judicial deve respeitar as duas regras básicas do direito: a pressunção da inocência e, em caso de dúdiva, esta deve favorecer o réu. Em outras palavras, ninguém pode ser condenado senão mediante provas materiais consistentes; não pode ser por indícios e ilações. Se persistir a dúvida, o réu é beneficiado para evitar condenações injustas. A Justiça como instituição, desde tempos imemoriais, foi estatuída extamente para evitar que o justiciamento fosse feito pelas próprias mãos e inocentes fossem injustamente condenados mas sempre no respeito a estes dois princípios fundantes. Parece não ter prevalecido, em alguns Ministros de nossa Corte Suprema esta norma básica do Direito Universal. Não sou eu quem o diz mas notáveis juristas de várias procedências. Valho-me de dois de notório saber e pela alta respectabilidade que granjearam entre seus pares. Deixo de citar as críticas do notável jurista Tarso Genro por ser do PT e Governador do Rio Grande do Sul. O primeiro é Ives Gandra Martins, 88 anos, jurista, autor de dezenas de livros, Professor da Mackenzie, do Estado Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra. Politicamente se situa no pólo oposto ao PT sem sacrificar em nada seu espírito de isenção. No da 22 de setembro de 2012 na FSP numa entrevista à Mônica Bérgamo disse claramente com referência à condenação de José Direceu por formação de quadrilha: todo o processo lido por mim não contem nenhuma prova. A condenação se fez por indícios e deduções com a utilização de uma categoria jurídica questionável, utilizada no tempo do nazismo, a “teoria do domínio do fato.” José Dirceu, pela função que exercia “deveria saber”. Dispensando as provas materiais e negando o princípio da presunção de inocência e do “in dubio pro reo”, foi enquadrado na tal teoria. Claus Roxin, jurista alemão que se aprofundou nesta teoria, em entrevista à FSP de 11/11/2012 alertou para o erro de o STF te-la aplicado sem amparo em provas. De forma displicente, a Ministra Rosa Weber disse em seu voto:”Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Qual literatura jurídica? A dos nazistas ou do notável jurista do nazismo Carl Schmitt? Pode uma juiza do Supremo Tribunal Federal se permitir tal leviandade ético-jurídica? Gandra é contundente:”Se eu tiver a prova material do crime, não preciso da teoria do domínio do fato para condenar”. Essa prova foi desprezada. Os juízes ficaram nos indícios e nas deduções. Adverte para a “monumental insegurança jurídica” que pode a partir de agora vigorar. Se algum subalterno de um diretor cometer um crime qualquer e acusar o diretor, a este se aplica a “teoria do domínio do fato” porque “deveria saber”. Basta esta acusação para condená-lo. Outro notável é o jurista Antônio Bandeira de Mello, 77, professor da PUC-SP na mesma FSP do dia 22/11/2013. Assevera:”Esse julgamento foi viciado do começo ao fim. As condenações foram políticas. Foram feitas porque a mídia determinou. Na verdade, o Supremo funcionou como a longa manus da mídia. Foi um ponto fora da curva”. Escandalosa e autocrática, sem consultar seus pares, foi a determinação do Ministro Joaquim Barbosa. Em princípio, os condenados deveriam cumprir a pena o mais próximo possível das residências deles. “Se eu fosse do PT” – diz Bandeira de Mello – “ou da família pediria que o presidente do Supremo fosse processado. Ele parece mais partidário do que um homem isento”. Escolheu o dia 15 de novembro, feriado nacional, para transportar para Brasília, de forma aparatosa num avião militar, os presos, acorrentados e proibidos de se comunicar. José Genuino, doente e desaconselhado de voar, podia correr risco de vida. Colocou a todos em prisão fechada mesmo aqueles que estariam em prisão semi-aberta. Ilegalmente prendeu-os antes de concluir o processo com a análise dos “embargos infringentes”. O animus condemnandi (a vontade de condenar) e de atingir letalmente o PT é inegável nas atitudes açodadas e irritadiças do Ministro Barbosa. E nós tivemos ainda que defendê-lo contra tantos preconceitos que de muitas partes ouvimos pelo fato de sua ascendência afrobrasileira. Contra isso afirmo sempre:“somos todos africanos”porque foi lá que irrompemos como espécie humana. Mas não endossamos as arbitrariedades deste Ministro culto mas raivoso. Com o Ministro Barbosa a Justiça ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado. Só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito. Não honra seu cargo e apequena a mais alta instância jurídica da Nação. Ele, como diz São Paulo aos Romanos:”aprisionou a verdade na injustiça”(1,18). A frase completa do Apóstolo, considero-a dura demais para ser aplicada ao Ministro. Leonardo Boff foi professor de Etica na UERJ e escreveu Etica e Moral: em busca dos fundamentos, Vozes 2003

Datafolha: Dilma cresce em todos os cenários e oposição encolhe

Pesquisa do DATAFOLHA confirma o excelente trabalho feito pela esquerda no Brasil. Segundo a pesquisa, Dilma só não ganharia no primeiro turno se Marina  fosse candidata e só não venceria se Lula estivesse no pareo. Leia abaixo a íntegra da matéria:

Pesquisa mostra que presidente pontua de 41% a 47%, variando de acordo com os adversários no cenário eleitoral Presidente só não venceria no primeiro turno se Marina fosse candidata

O GLOBO
30/11/2013 - 21h56

Presidente Dima cresce em pesquisa
Foto: André Coelho / O Globo Presidente Dima cresce em pesquisa André Coelho / O Globo
SÃO PAULO - Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que a presidente Dilma Rousseff lidera a corrida presidencial e cresceu em todos os cenários em relação ao último levantamento feito pelo instituto, em 11 de outubro. O Datafolha também fez cenários com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do PT. Ele obteve intenção de voto superior a de Dilma.

(Infográfico: Veja os números da pesquisa)

A pesquisa mostra que ela pontua de 41% a 47%, variando de acordo com os adversários no cenário eleitoral. A pesquisa foi feita com 4.557 pessoas em 194 cidades, entre quinta-feira e sexta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário de disputa entre Dilma e Aécio Neves (PSDB), a presidente tem 47% contra 19% do tucano. Eduardo Campos (PSB) aparece com 11%.

Na pesquisa feita em outubro, Dilma ficava com 42%, Aécio com 21% e Campos pontuava 15%.

O índice de eleitores que votam em branco, nulo ou que se dizem indecisos permanece em 23% - mesmo resultado de outubro.

Em outra simulação feita pelo Datafolha, em que a presidente disputaria as eleições com a ex-senadora Marina Silva (PSB), Dilma não venceria no primeiro turno. A petista ficaria com 41% contra 43% dos outros dois adversários somados: Marina (24%) e José Serra (19%).

O Datafolha também inclui na pesquisa o nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Ele aparece, em um dos cenários, em segundo lugar, com 15%. Dilma venceria em primeiro turno, com 44%. Aécio Neves teria 14% dos votos enquanto Eduardo Campos, 9%.

O Datafolha fez simulações considerando também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do PT. Lula pontua entre 52% e 56%, ficando inclusive à frente de Dilma.

No cenário com Aécio Neves como candidato do PSDB, Lula tem 56%, Aécio 16% e Campos 8%. Brancos e nulos somam 14% e Não Sabe 6%. No cenário com Marina (PSB), Lula aparece com 52%, Marina com 20%, Aécio com 13%, brancos e nulos 9% e não sabe 5%. No cenário com Serra como candidato do PSDB, Lula tem 56%, Serra 16%, Campos 9%, brancos e nulos 13% e não sabe 6%. No cenário com Marina e Serra, Lula tem 52%, Marina tem 20%, Serra 14%, brancos e nulos 9% e não sabe 6%.

Do sitio: O Globo.

O dogmatismo é uma doença da esquerda'

Presidente do Uruguai e na atualidade o melhor exemplo do que deveria representar a esquerda latino americana, José Mujica concedeu breve entrevista a Folha de São Paulo, que reproduzimos abaixo:

Badalado internacionalmente como o "presidente mais pobre do mundo", "o melhor presidente do mundo" e "o herói não reconhecido da América Latina", José Mujica diz achar graça dos clichês.

Na entrevista à Folha, ele também abordou temas como Mercosul e a esquerda latino-americana.

Mercosul

Está travado. As classes dirigentes, como a burguesia paulista e argentina, não entendem que estamos na época da integração. O Mercosul não vai caminhar se, de boa fé, não houver entendimento entre Brasil e Argentina.

Esquerda

O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos.

Estilo de vida

Há senhores acostumados com o poder, que se consideram representantes naturais dele e se sentem agredidos quando veem alguém que não pertence a essa classe e não renuncia a sua forma de viver. Eles não toleram. Tenho um respeito de pertencimento que não abandono, e isso dói em alguns. Essa luta tem diversas características. O Lula sofreu com isso por ser torneiro mecânico, gente do povo.

Acho graça desses estereótipos. Pobre é quem precisa de muito. Tenho um tipo de riqueza que muitos não ambicionam. Desprezo a acumulação de dinheiro. Tenho 78 anos e estou por um passo [da morte], vou acumular dinheiro?

Do sitio: Folha de São Paulo